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    2009-03-06

    ABC do Amor - Little Manhattan







    Um garoto de 10 anos se apaixona por uma amiga de infância, ficando confuso em relação aos seus novos sentimentos.
    Gabe Burton (Josh Hutscherson) é um garoto de 10 anos, que cursa a 5ª série e mora com seus pais, Adam (Bradley Whitford) e Leslie (Cynthia Nixon), em Manhattan. Os pais de Gabe estão separados há um ano e meio, mas ainda moram juntos. Gabe é feliz se divertindo com seus amigos, seja jogando basquete na escola ou andando com sua pequena moto pela vizinhança, sem se interessar em momento algum por garotas. Porém a situação muda quando ele começa a ter aulas de caratê, onde passa a praticar com Rosemary Telesco (Charlie Ray), uma amiga de infância. Gabe se apaixona por Rosemary, mas não consegue entender os novos sentimentos que agora possui. Em meio às confusões que sente, ele descobre que Rosemary está prestes a partir para um acampamento de verão e que pode ser transferida para outra escola. É quando Gabe decide deixar a indecisão de lado e lutar para ficar próximo do seu primeiro amor.
    Falar de amor é difícil para muita gente grande. Imaginem então como o tema é espinhoso para as crianças e pré-adolescentes quando surgem as primeiras paixões... Ainda mais se levarmos em conta o pouco caso dos adultos em relação aos sentimentos iniciais que brotam nessa faixa etária. Há reações variadas que vão do desprezo à ironia, da gozação a preocupação e que desembocam, na maior parte dos casos, em insensibilidade que fere e magoa com profundidade os sentimentos dos envolvidos...

    Parece até que não passamos por situações semelhantes quando tínhamos a mesma idade. Nos esquecemos daquilo que vivemos ou por acaso nos causam constrangimentos tais memórias? Ou será que, por termos vivenciado situações de incompreensão por parte dos adultos de nossas famílias, grupos de amigos ou das escolas que freqüentamos quando tínhamos tal faixa etária sentimos que esse palpitar acelerado do coração deve ser desdenhado...

    O que me chama muito a atenção é que ao agirmos de tais formas e não nos apresentarmos para uma conversa sobre o assunto acabamos gerando dúvidas enormes na cabeça dessa criançada. Se o amor é um sentimento tão complexo que é até difícil de definir cientificamente, por que não podemos colocar a disposição de nossas crianças e pré-adolescentes a experiência que adquirimos ao trilhar os caminhos do coração?

    O amor é o mais marcante de todos os sentimentos humanos e também é aquele que nos torna únicos enquanto espécie. Além do que, para as pessoas que têm alguma religião, é também aquele que realmente nos aproxima de Deus e de seus ensinamentos. Antes de suas primeiras e fulminantes paixões as crianças encontraram-se apenas com o amor que reúne pais e filhos ou então com o amor pelos amigos, mais comumente chamado de amizade.



    Ao permitir que as dúvidas causadas pelos sentimentos que nutrem em relação a um colega de escola possa ser tema de conversas em casa ou ao criar espaço na sala de aula para que o assunto venha a ser trabalhado com respeito e consideração junto aos alunos, estamos dando a eles a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o amor a partir de nossa experiência de vida e também com base em referências culturais que nortearam nossas existências.

    É importante que utilizemos a existência humana retratada a partir de pinturas, obras literárias, esculturas, músicas, peças teatrais, novelas ou filmes para falar do assunto. As crianças e os pré-adolescentes devem saber que o que os está atingindo é talvez a maior motivação que temos em nossas vidas. Romeu e Julieta (de Shakespeare), O Beijo (de Rodin), Oceano (de Djavan), Titanic (de James Cameron) e tantas outras celebradas produções culturais vieram ao mundo para destacar justamente esse nobre sentimento.

    Nesse sentido é interessantíssimo destacar o filme ABC do Amor, do diretor Mark Levin, que de forma bastante sensível e divertida retrata o primeiro amor de um garoto de dez anos. Trata-se de uma produção que, inclusive, pode ser utilizada como introdução ao tema para trabalhos sobre o assunto nas escolas. Lírico e delicado, ABC do Amor encanta os espectadores de todas as idades ao nos fazer relembrar (no caso dos mais crescidinhos) ou conhecer (para as crianças e pré-adolescentes) as agruras e sonhos dessa fase tão terna, confusa e deliciosa de nossas vidas...

    Quando temos entre 7 e 10 anos parece que percebemos, com maior clareza, que existem diferenças entre meninos e meninas. Até então, quando ainda freqüentamos as aulas da educação infantil ou mesmo no 1º ou no 2º ano do ensino fundamental o convívio entre eles e elas aparenta reunir pessoas iguais em todos os aspectos.

    É a partir da 3ª série que as diferenças se mostram mais presentes e que, como resultado, acabam distanciando quem antes brincava lado a lado sem qualquer constrangimento. Gabe (Josh Hutscherson) é quem nos apresenta essa realidade logo no início do filme “ABC do Amor”. Sua vida resumia-se, a essa altura do campeonato, em ir a escola, brincar com os colegas (do sexo masculino) e tentar manter distância das meninas a qualquer preço... Até mesmo porque entre os garotos de sua escola correm rumores de que o simples contato com elas pode transmitir piolhos...

    Apesar disso, Josh deixa claro que essa normalidade tinha acabado. Sua narrativa, em tom propositalmente melodramático (bastante cômico por sinal), nos informa que mesmo com as “lendas” criadas pelos meninos, ele se sentia atraído por uma de suas colegas de sala e que, assim como ele, os outros meninos tinham sua lista de preferências no tocante às belas meninas da classe e da escola.

    Uma coisa é achar as meninas bonitas e atraentes e até mesmo criar um ranking de preferências da turminha (o que provavelmente também acontece entre elas nessa idade). Outra, completamente diferente, é se apaixonar a ponto de querer ver, falar, tocar, ouvir e estar por perto da pessoa amada...

    E é justamente isso que acontece com Josh. O mais surpreendente é que ele acaba ficando perdidinho de amores por Rosemary Telesco (Charlie Ray), que nem figurava na sua lista particular de garotas mais bonitas da sala ou da escola. O que torna tudo ainda mais confuso para o pobre Josh é que Rosemary é sua colega desde os primeiros anos da educação infantil e que, se isso não bastasse, ela chegou a ir a sua casa nessa fase inicial de seu relacionamento.
    Agora, com o coração palpitando aceleradamente a cada momento em que a encontra, ela acaba de se tornar também sua parceira nas aulas de judô... O que fazer? Como controlar os sentimentos? Eles devem mesmo ser controlados?

    “ABC do Amor” é mais do que uma simples sessão da tarde no cinema como muitos podem pensar ao final do filme. A produção resgata nossas memórias e, ao mesmo tempo, trata com bom humor e respeito o sentimento de todos os pequenos que estão ingressando agora nesse adorável e belo momento da existência humana...

    Uma das grandes ironias apresentadas em “ABC do Amor” refere-se ao fato de que os pais de Josh estão se separando e que são os sentimentos nutridos por seu filho em relação à Rosemary que os farão reavivar a chama que um dia os uniu. Vivemos num mundo muito confuso em relação ao amor. Todos sabemos de sua importância e ressaltamos a necessidade do mesmo em nossas vidas. Ao mesmo tempo, tendo amadurecido com o passar dos anos, entendemos que o amor se constrói a partir de companheirismo, compreensão, cumplicidade, respeito, presença e muita paixão. Apesar disso, estamos vivemos um período em que tantas e tantas separações se efetivam diariamente; e nem estamos nos dando conta de como nossos sentimentos se tornaram descartáveis com o passar do tempo por conta do mundo consumista em que vivemos. Parece que não apenas pensamos que a felicidade está em ter mais ou melhores bens, mas também que isso incide igualmente nas relações íntimas. Está na hora de repensar tudo isso...




    Alguns devem se preocupar com a temática adolescente, mas nada como uma volta no tempo para valorizar o presente e nos preparar o futuro. Neste ponto, Little Manhattan é certeiro ao se dar conta de que o universo masculino e feminino não muda tanto assim de acordo com os anos. O amor não irá diferir se você tem 11, 21, 31, 41, 51, 101 e por ai em diante. Sem se preocupar com datas comemorativas de aniversário, o amor vai te pegar pelo lado esquerdo do peito, te ninar nos braços e fazer cafuné, te levar às nuvens e te deixar cair de lá de cima sem pára-quedas ou qualquer coisa que amacie o encontro de sua alma com o chão. E mesmo assim você irá amar mais e mais e mais e muitas vezes. É a lei natural das coisas, e Little Manhattan as exibe com tanta clareza que às vezes até dá vergonha não se dar conta de tudo isso.
    Ficha Técnica
    Título Original: Little Manhattan
    Gênero: Comédia Romântica
    Tempo de Duração: 84 minutos
    Ano de Lançamento (EUA): 2005
    Site Oficial: www.littlemanhattan.com
    Estúdio: New Regency Pictures / Epsilon Motion Pictures / Pariah
    Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation / Warner Bros.
    Direção: Mark Levin
    Roteiro: Jennifer Flackett
    Produção: Gavin Polone
    Música: Chad Fisher
    Fotografia: Tim Orr
    Desenho de Produção: Stuart Wurtzel
    Direção de Arte: John Kasarda
    Figurino: Kasia Walicka-Maimone
    Edição: Alan Edward Bell


    Elenco
    Josh Hutcherson (Gabe Burton)
    Charlie Ray (Rosemary Telesco)
    Bradley Whitford (Adam Burton)
    Cynthia Nixon (Leslie Burton)
    Willie Garson (Ralph)
    Tonye Patano (Birdie)
    J. Kyle Manzay (Master Coles)
    Josh Pais (Ronny)
    Josh Dossett (Mickey Telesco)
    Talia Balsam (Jackie Telesco)
    Jonah Meyerson (Sam)
    Michael Bush (Max)
    Brian W. Aguiar (Jacob)
    Nick Cubbler (Daryl Kitzens)






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    10 Comentários:

    1. esse filme é demais tinha que ter uma continuação do filme porque eu não gostei do final do filme porque gabe o garoto não ficar com rosymery

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    2. Isso sim eu digo q é filme, vc o autor pensou em tudo antes de quaisquer coisa, colocou a charlie ray Q É UMA PRINCESA com seu olhar explendido até eu mesmo me emocionei com esse filme muito bom.

      MAIS ESTOU ESPERANDO O SEGUNDO KD.

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    3. É um filme muito, muito bom. Mesmo. :D

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    4. caraca esse filme e muito bom o melhor que eu assisti em toda a minha vida. muito romantico mais eu gostaria de sabeo que acontese depois que ela vem do acanpamento eçes ficaramjuntos o não

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    5. esse filme foi muito bom e estou esperando o segundo

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    6. esse filme mim lembrou a minha primeira paixão
      @francielsom

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    7. Assistem eu recomendo: youtube,zebunecogames

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    8. Nossa esse filme é muito lindo, espero que tenha o segundo

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    9. Esse filme e lindo relata mesmo tudo oque e o AMOR .E tão perfeito e lindo , lindo *-*

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    10. Tem o segundo e nao to conseguindo baixar

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    Item Reviewed: ABC do Amor - Little Manhattan Rating: 5 Reviewed By: Star Childrens
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